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Trump diz que Irã busca a liberdade e EUA estão 'prontos para ajudar'

Protestos no Irã continuam mesmo sem internet O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (10) que o Irã está "buscando a liberdade"...

Trump diz que Irã busca a liberdade e EUA estão 'prontos para ajudar'
Trump diz que Irã busca a liberdade e EUA estão 'prontos para ajudar' (Foto: Reprodução)

Protestos no Irã continuam mesmo sem internet O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (10) que o Irã está "buscando a liberdade" e os norte-americanos estão "prontos para ajudar", em meio à onda de protestos que atingem o país nos últimos dias. "O Irã está olhando para a LIBERDADE, talvez como nunca antes. Os Estados Unidos estão prontos para ajudar!!!", escreveu Trump na rede Truth Social, sem dar mais detalhes. O comentário foi publicado um dia depois de Trump afirmar que os EUA poderiam intervir na crise caso o regime iraniano matasse manifestantes que protestassem de forma pacífica. Os protestos no Irã já deixaram pelo menos 72 mortos e 2.300 presos, segundo a agência Associated Press, citando a associação norte-americana Human Rights Activists News Agency. A repressão do governo iraniano se intensificou neste sábado, segundo a agência AFP. O país está sem acesso à internet há 48 horas, após um apagão nacional imposto pelas autoridades, segundo a ONG de cibersegurança Netblocks. País está em guerra, diz governo iraniano O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, criticou na sexta-feira os "vândalos" que, segundo ele, estão por trás dos protestos, e acusou os Estados Unidos de incitá-los. "Estamos em plena guerra", declarou Ali Larijani, um dos conselheiros do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, denunciando "incidentes orquestrados no exterior". Os EUA, por sua vez, chamaram as acusações de "delirantes" e refletem "uma tentativa de desviar a atenção dos enormes desafios que o regime iraniano enfrenta em casa", segundo um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano. Neste sábado, a televisão estatal exibiu imagens dos funerais de integrantes das forças de segurança mortos durante os protestos. Na cidade de Shiraz, no sul do país, o comparecimento nos ritos fúnebres foi expressivo. O governo iraniano não enfrentava um movimento de protesto dessa magnitude desde as marchas organizadas em 2022 após a morte de Mahsa Amini, que foi presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. Essas manifestações ocorrem em um momento no qual o Irã está enfraquecido após a guerra com Israel e os golpes sofridos por vários de seus aliados regionais. Além disso, em setembro, a ONU restabeleceu as sanções relacionadas ao programa nuclear do país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 22 de dezembro de 2025 REUTERS/Jessica Koscielniak