Secretário de Trump e Netanyahu discutiram intervenção no Irã, e Israel fica em alerta máximo com a possibilidade, diz agência
Vídeos mostram caos nas ruas do Irã em manifestações contra o governo Khamenei O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiu com o premiê israelen...
Vídeos mostram caos nas ruas do Irã em manifestações contra o governo Khamenei O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiu com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã, revelou a agência de notícias Reuters neste domingo (11). Eles conversaram ao telefone no sábado. A discussão entre os representantes dos EUA e de Israel —os países são aliados históricos— ocorre em meio protestos generalizados contra o governo do Irã registrados nos últimos dias, que vem escalando tanto em escala quanto em violência. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Por conta da situação, Israel está em alerta máximo diante da possibilidade de qualquer intervenção dos EUA no Irã, afirmaram três fontes israelenses à Reuters. No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou as ameaças ao dizer que o Irã está "buscando a liberdade" e que os EUA estão "prontos para ajudar". A mídia norte-americana afirmou que Trump está pensando o que fazer em relação ao país do Oriente Médio: segundo o "The New York Times", ele foi informado por membros de seu governo sobre opções disponíveis para um ataque militar, e segundo o "Axios", ele considera diferentes alternativas para apoiar os manifestantes iranianos. Em resposta, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou neste domingo os EUA e Israel de "semear caos e desordem" no país ao fomentar confrontos nas ruas. O governo iraniano já havia acusado "mercenários" de ambos os países de participar dos protestos. O Irã também ameaçou retaliar contra Israel e bases militares dos Estados Unidos caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano. Neste domingo, o número de mortos nos protestos no Irã subiu para ao menos 192 pessoas, segundo a ONG "Iran Human Rights", com sede na Noruega, e o chefe da polícia do Irã disse que "o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou". Anteriormente, Trump ameaçou atacar o Irã se o regime matar manifestantes pacíficos. Pezeshkian também pediu para que a população se distancie do que chamou de "badernistas e terroristas". Ao mesmo tempo, Pezeshkian buscou uma conciliação com a população ao dizer que o governo está pronto para "ouvir seu povo" e está determinado a resolver as questões econômicas. LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Pedidos para Khamenei renunciar, repressão e mortes: entenda a crise no Irã, que vive maior onda de protestos desde 2009 VÍDEOS: Carros incendiados, bandeira rasgada e multidão nas ruas: Veja o caos no Irã com protestos contra regime Khamenei INTERFERÊNCIA: Irã acusa 'mercenários dos EUA e de Israel' de participar de protestos contra o governo Khamenei País está em guerra, diz regime iraniano Imagem retirada de um vídeo divulgado em 9 de janeiro mostra um carro em chamas durante noite de protestos em Zanjan, no Irã TV estatal do Irã via AP Desde o início dos protestos generalizados contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã, nos últimos dias de 2025, o movimento se expandiu em escala e violência. Khamenei disse na sexta-feira (9) que seu governo "não vai recuar" diante dos protestos generalizados, que escalaram em proporção e violência nos últimos dias. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o líder supremo iraniano chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”. Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, afirmou que o Irã está “em plena guerra” e que alguns “incidentes” foram “orquestrados no exterior”. O regime iraniano também acusou os Estados Unidos de incitar os protestos. Os EUA chamaram as acusações de “delirantes” e disseram que elas refletem uma tentativa de desviar a atenção dos desafios internos do regime iraniano, segundo um porta-voz do Departamento de Estado. A repressão do governo iraniano aumentou neste sábado, segundo a agência AFP. O Irã não enfrentava um movimento dessa magnitude desde os protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. As manifestações ocorrem em um momento de fragilidade do Irã, após a guerra com Israel e os golpes sofridos por alguns de seus aliados regionais. Além disso, em setembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) restabeleceu sanções ligadas ao programa nuclear do país.