Rússia pede aos EUA que parem de perseguir navio petroleiro que viajava para a Venezuela, diz jornal
Avião militar dos EUA é fotografado em Porto Rico, no Caribe, em 31 de dezembro de 2025 REUTERS/Eva Marie Uzcategui A Rússia pediu aos Estados Unidos que int...
Avião militar dos EUA é fotografado em Porto Rico, no Caribe, em 31 de dezembro de 2025 REUTERS/Eva Marie Uzcategui A Rússia pediu aos Estados Unidos que interrompam a perseguição a um navio petroleiro que seguia para a Venezuela. A embarcação foge da Guarda Costeira norte-americana no Oceano Atlântico. A informação foi publicada nesta quinta-feira (1º) pelo jornal The New York Times, com base em duas fontes com conhecimento do assunto. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Forças dos EUA perseguem o navio, identificado por entidades marítimas como Bella 1, há quase duas semanas. Segundo a Reuters, a embarcação é alvo de sanções e já havia sido alvo de uma tentativa de apreensão no domingo. Trata-se do terceiro navio que os Estados Unidos tentam interceptar. O pedido diplomático da Rússia foi feito na quarta-feira (31). A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não comentaram o caso até a última atualização. De acordo com o New York Times, o Bella 1 partiu do Irã com destino à Venezuela para carregar petróleo e foi interceptado por forças norte-americanas no Mar do Caribe. Primeiro ataque terrestre dos EUA contra Venezuela foi executado pela CIA, diz imprensa americana O jornal afirma que os EUA alegam que o navio operava sem uma bandeira nacional válida. Nesse caso, a embarcação não estaria submetida à legislação de nenhum país, o que permitiria uma abordagem com base no direito internacional. Após a interceptação, a tripulação do Bella 1 se negou a cumprir as ordens das forças americanas, mudou a rota e iniciou uma fuga em direção ao Oceano Atlântico. Nos dias seguintes, segundo o New York Times, o navio tentou obter proteção da Rússia ao pintar uma bandeira no casco e informar por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa. O jornal relata ainda que o Bella 1 passou a constar recentemente no registro oficial de navios da Rússia, com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro. Também na quarta-feira, os EUA impuseram sanções a quatro empresas que operam no setor de petróleo da Venezuela, além de petroleiros associados. A medida faz parte do aumento da pressão do governo de Donald Trump sobre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Na semana passada, a Reuters informou que a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços quase exclusivamente na aplicação de um tipo de bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses. Segundo um funcionário norte-americano ouvido pela agência, o objetivo é priorizar a pressão econômica, e não militar, para forçar concessões do governo de Caracas. De acordo com essa fonte, Trump tem pressionado Maduro, em conversas reservadas, a deixar o país. O presidente norte-americano afirmou publicamente que seria “inteligente” o venezuelano abandonar o poder. A avaliação do governo dos EUA é de que, até o fim de janeiro, a Venezuela pode enfrentar um colapso econômico caso não ceda às exigências de Trump. Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. Autoridades norte-americanas aguardam reforços para tentar apreender o Bella 1. O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas. VÍDEOS: mais assistidos do g1