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Operação Contenção: polícia tenta prender 98 do Comando Vermelho em ação contra aumento no roubo de veículos

A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta quarta-feira (6), mais uma fase da Operação Contenção, contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e a est...

Operação Contenção: polícia tenta prender 98 do Comando Vermelho em ação contra aumento no roubo de veículos
Operação Contenção: polícia tenta prender 98 do Comando Vermelho em ação contra aumento no roubo de veículos (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta quarta-feira (6), mais uma fase da Operação Contenção, contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e a estrutura de lavagem de dinheiro da facção. Desta vez, o alvo é combater o aumento no roubo de veículos na região central do Rio de Janeiro. Segundo as investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA), ataques a motoristas ganharam peso na estratégia de fortalecimento econômico do grupo criminoso. Agentes saíram para cumprir 98 mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa que atuam no Complexo do Fallet-Fogueteiro, em Santa Teresa. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Agora no g1 Aumento de 60% nos roubos “Embora o Município do Rio de Janeiro apresente redução dos índices consolidados desse tipo de crime, as regiões situadas no entorno da área de influência da facção registraram crescimento consistente das ocorrências”, destacou a DRFA. O estudo comparativo entre os períodos de janeiro a julho de 2025 e janeiro a julho de 2026 revelou: Santa Teresa: aumento de 58,3%; Centro: aumento de 17,4%; Tijuca (CISP 19): aumento de 15%. Novo modelo de atuação Segundo a DRFA, a ação desta quarta é resultado de uma investigação que identificou uma “mudança no modelo de atuação da organização criminosa”. “Além da exploração do tráfico de drogas, a facção passou a utilizar o roubo de veículos como importante fonte de financiamento de suas atividades ilícitas, ampliando sua capacidade operacional e fortalecendo sua estrutura criminosa”, explicou. Ainda segundo a Polícia Civil, uma denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) descreve uma associação para o tráfico “com rígida divisão de funções, hierarquia definida, controle territorial e atuação coordenada entre seus integrantes”. “Essa estratégia integra um modelo de domínio social estruturado, no qual a organização criminosa não se limita ao controle armado das comunidades onde atua. A facção busca expandir sua influência sobre o entorno por meio da exploração coordenada de diferentes mercados ilícitos, da intimidação armada, da ocupação de corredores urbanos estratégicos e da obtenção de recursos capazes de financiar sua estrutura e ampliar seu poder de atuação”, descreveu a polícia. “Nesse contexto, o roubo de veículos passou a integrar a estratégia de fortalecimento econômico do grupo criminoso.” As investigações apontaram que os veículos subtraídos abasteciam diferentes atividades ilícitas, como desmanches clandestinos, comercialização ilegal de peças e utilização em outras ações criminosas, “criando um ciclo permanente de financiamento que reforçava a capacidade operacional da organização”.