A partir desta sexta, ciclomotores poderão circular na orla do Rio; velocidade máxima cai para 60 km/h
A partir desta sexta, ciclomotores poderão circular na orla do Rio; velocidade máxima cai para 60 km/h A partir desta sexta-feira (10), ciclomotores e bicicle...
A partir desta sexta, ciclomotores poderão circular na orla do Rio; velocidade máxima cai para 60 km/h A partir desta sexta-feira (10), ciclomotores e bicicletas elétricas vão poder circular nas vias da orla do Rio de Janeiro. A mudança vem acompanhada da redução do limite de velocidade máxima, que cai de 70 para 60 km/h em trechos da orla. As medidas estão previstas em um decreto da Prefeitura do Rio que regulamenta esse tipo de veículo na cidade. As primeiras placas com o novo limite começaram a ser instaladas na manhã desta quinta (9), na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Onde a sinalização ainda não foi atualizada, motoristas encontram avisos informando que a mudança passa a valer a partir desta sexta. Com a nova regra, quem ultrapassar o limite de velocidade poderá ser multado. Os radares de trânsito serão atualizados à meia-noite, segundo a prefeitura. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Vias com novo limite de velocidade A nova regulamentação padroniza a velocidade máxima de 60 km/h nas principais avenidas da orla: A velocidade máxima da orla do Rio entra em vigor a partir do primeiro minuto de sexta-feira (10) Reprodução/TV Globo Avenida Atlântica, em Copacabana; Avenida Vieira Souto, em Ipanema; Avenida Delfim Moreira, no Leblon; Avenida Lúcio Costa, que corta os bairros da Barra da Tijuca e do Recreio. De acordo com a prefeitura, a redução do limite tem como objetivo aumentar a segurança viária nas áreas à beira-mar e permitir a circulação de ciclomotores nas ruas. Pelo decreto, bicicletas elétricas e ciclomotores podem circular em vias com limite de até 60 km/h, desde que não haja faixa exclusiva do BRS, destinada aos ônibus. Já os patinetes elétricos seguem proibidos de circular nas ruas e devem utilizar exclusivamente as ciclovias. A redução da velocidade nas vias da orla é uma reivindicação antiga de ciclistas. O tema ganhou ainda mais destaque em 2023, após o atropelamento do ator Kayky Brito, na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. Ele foi atingido por um carro de aplicativo e ficou mais de 20 dias internado. Dois dias depois do acidente, em 4 de setembro de 2023, o então prefeito Eduardo Paes publicou nas redes sociais que havia determinado à CET-Rio um estudo para mudar o limite de velocidade da orla. A alteração, no entanto, só foi implementada agora, mais de dois anos depois. Opiniões divididas Entre usuários da orla, há quem aprove a mudança. Para a engenheira eletricista Thaís Alves, a redução era necessária diante do aumento do número de bicicletas circulando tanto nas ciclovias quanto no meio dos carros. “Eu acho que estava precisando fazer algo nesse sentido, porque a gente vê que aumentou muito o número de bicicletas que passam tanto na ciclovia quanto na rua, no meio dos carros. Às vezes, as bicicletas passam muito rápido e misturam com pedestres”, disse. Apesar da redução do limite, ciclistas afirmam que a medida, sozinha, não garante segurança. Segundo eles, é preciso reforçar a fiscalização, ações educativas e o respeito entre motoristas, ciclistas e pedestres. “Eu não tenho visto muita fiscalização, então espero que dê certo, que melhore. Estava rolando muito acidente”, afirmou Thaís. Novo limite de velocidade na Avenida Atlântica, e em toda a orla do Rio, passa para 60km/h Reprodução/TV Globo A cantora Winnie Oliveira disse que a mudança exige ainda mais atenção. “Vai ter que reforçar nossa atenção e segurança. Eu confesso que fico um pouco receosa com os carros. Redobrar a atenção é essencial”, comentou. Motoristas aprovam redução Entre motoristas, a percepção é de que a mudança pode trazer mais segurança para todos. A taxista Fátima Araújo aprovou a redução do limite. “Temos que ter respeito por eles, não adianta. Essa mudança para 60 km/h é maravilhosa, vai evitar aquela correria. É mais seguro para motos, bicicletas, pedestres e para nós”, avaliou. O também taxista Ednázio Mendes disse que o compartilhamento das vias exige cuidado redobrado. “A gente vai ter que ter ainda mais atenção e respeitar as regras. Se vai ser compartilhado, tem que ter mais cuidado do que já temos”, afirmou.